Um passaporte da UE dá o direito de morar, trabalhar e estudar em 27 países. O que muitos americanos, brasileiros, argentinos e australianos não sabem é que talvez já tenham esse direito — por um avô ou bisavô nascido na Itália, Irlanda ou Portugal. A cidadania por descendência (jus sanguinis) é um dos caminhos legais mais poderosos para um segundo passaporte, e em 2026 três programas se destacam.
A cidadania por descendência — ou jus sanguinis ("direito de sangue") — concede nacionalidade por ter um ancestral elegível. Diferente da naturalização por residência, você não precisa morar no país. Você recebe a cidadania à qual já tinha direito legal.
A Itália historicamente aceitava gerações ilimitadas, por isso milhões de descendentes de italianos pelo mundo se qualificam. Regras principais:
Prazo médio: 2–5 anos pelo consulado, 1–2 anos pelo município italiano.
A Irlanda permite cidadania por descendência até avós nascidos na Irlanda. Bisavós só contam se seu pai/mãe estava registrado no Foreign Births Register antes do seu nascimento.
Portugal concede cidadania a filhos e netos de portugueses. Netos precisam demonstrar vínculos efetivos com a comunidade portuguesa (idioma, conexão cultural ou tempo em Portugal) — mas a barra é relativamente baixa.
Os três programas pedem a mesma cadeia básica de documentos, apostilados e traduzidos oficialmente:
Espere US$ 2.000–10.000 no total, dependendo da complexidade — busca de documentos, apostilas, traduções e ajuda jurídica opcional. Prazos variam de 1 ano (melhor caso, Portugal ou município italiano) a 5+ anos (filas de consulado italiano).
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